A ESCRITA QUE TRANSMITE

Olá pessoal, Lisa aqui. Hoje quero compartilhar com vocês um poema do meu querido amigo Fábio Azeredo, espero que gostem! 🙂

“Quando escrevo sinto-me como Buda meditando sob a árvore da iluminação
Sinto-me como Cristo no dia da ressurreição
Cada verso é uma peregrinação em busca de si, me curvo diante dos Deuses da inspiração e deixo o Universo falar através de mim
Meu peito é uma flauta oca que o sopro do divino transforma em música, encontro a melhor versão de mim pelos que versam em mim
Com a caneta na mão sinto meus pensamentos atravessarem o infinito e tenho a ilusão de conversar com o mundo, quando na verdade falo comigo mesmo
Quando escrevo não sou mais escravo da hora, sou o Senhor do agora, Imperador que mora no pálacio dos sonhos, ou talvez o mendigo que se debruça nas sarjetas do tempo a implorar por um gole de vida.
Quando escrevo sou a poesia em seu estado bruto
Um sentimento lutando pra ser absoluto
Um facho de luz de uma estrela que já morreu, quando chegar a ti, talvez eu seja breu, talvez não seja eu… ou talvez existam outros “Eus”
Quando escrevo sinto-me como Zeus destronando Cronos, na ânsia de ser imortal
É minha alma fazendo greve, protestando contra minha existência breve
Quando escrevo enxergo Deus
E quando fito os olhos seus
Já não sei quem é que escreve…”

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